quinta-feira, março 24

 

Primeiras páginas do século passado [18]


Assim ia o país no dia 30 de Outubro de 1999. Marcelo, o professor que costuma deixar a excelente Ana Sousa Dias aos tremeliques, confessava-se ao Expresso: «Não tenho perfil para candidato a Belém». Note-se: o que aparentemente lhe falta não é perfil para presidente, mas para candidato… Para ter de se fazer à estrada. Cerca de cinco anos depois, mais precisamente ontem, num jantar/debate intitulado «Conversas com Marcelo», no feudo de Alberto João, que não apoia o outro professor, Marcelo lá foi dizendo: «Em função ao futuro não vale a pena fazer declarações dogmáticas e definitivas no sentido de que, eu, nunca mais vou fazer...», rematando assim: «Nunca, nunca, nunca, é difícil dizer nunca». E por que está o outro professor em vantagem na corrida para Belém? Marcelo descortina três razões: primeiro, porque «está em fim de carreira», contrariamente a Marcelo, subentende-se; segundo, porque «mostra vontade de ser candidato», diversamente de Marcelo, que não tem perfil… para candidato; terceiro, porque «beneficia de um contexto favorável devido à actual maioria de esquerda, na lógica, referiu, de que os portugueses não gostam de pôr "todos os ovos no mesmo cesto"» - o que a realidade política vem comprovando de cinco em cinco anos, como se sabe. Cristo... Páscoa, diz-vos alguma coisa? A gente ainda se vai divertir muito.

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marcelete, marcelete
 
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