quarta-feira, março 23

 

Habituem-se!


O circunspecto Ministério das Finanças está diferente. Ao contrário dos outros departamentos do Governo, aqui palra-se muito – alto e em bom som. Não era hábito do Terreiro do Paço discorrer na praça pública sobre a situação concreta dos contribuintes – até agora. Ontem, graças a um comunicado do Ministério das Finanças, que quebra a relação de confidencialidade em que assenta o sigilo fiscal, ficou a saber-se que o BCP recebeu um reembolso de IVA indevido, no valor de 42 milhões de euro, em resultado de uma operação cujos contornos são muito discutíveis (e que estão mal descritos
aqui e ali). Costumávamos ter governos agitados - com ministérios das finanças discretos. Agora, temos o oposto. Habituem-se!

Em tempo – Este episódio que envolve o BCP dá-nos uma ideia de como se desenvolvem os grupos financeiros em Portugal. E de como os fins justificam os meios. Acontece, no entanto, que nem sempre as multinacionais de auditoria vendem ideias que não suscitem dúvidas «sobre a legitimidade e ou regularidade tributária de todo este negócio.» O reinado de Jardim Gonçalves acaba mal.

Comments:
Este caso é menor: devolução de um milhão de euros, que é isso para o BCP ?Isto parece mais o director geral Paulo Macedo ( quadro do BCP !!) a querer mostrar imparcialidade. Há processos parados(?) no MF, documentais, que obrigariam, a ser aplicada a lei, à devolução de muitos milhões ao Estado. Essa é que é essa.
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Este caso é menor: devolução de um milhão de euros, que é isso para o BCP ?Isto parece mais o director geral Paulo Macedo ( quadro do BCP !!) a querer mostrar imparcialidade. Há processos parados(?) no MF, documentais, que obrigariam, a ser aplicada a lei, à devolução de muitos milhões ao Estado. Essa é que é essa.
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