quinta-feira, fevereiro 17

 

O XVI Governo Constitucional estrebucha


Não me refiro aos contratos assinados de supetão pelo «governo de gestão». Nem às mudanças de última hora nas administrações das empresas com capital do Estado. Refiro-me tão-só às mexidas nas orgânicas dos ministérios: hoje – sim, não é engano –, foi publicado o Decreto-Lei n.º 36/2005, que aprova a orgânica do Ministério das Cidades, Administração Local, Habitação e Desenvolvimento Regional. Estão a ver qual é o ministério com esta extravagante designação? É o de José Luís Arnault, aquele ministro que aproveitou a circunstância de Nobre Guedes se ter distraído na cerimónia de posse a dar entrevistas para despejar o titular do Ambiente das instalações da Rua do Século.

Se há matéria relativamente à qual se justificaria um pacto de regime, é precisamente a da orgânica do Governo. Não faz sentido esta confusão permanente com as mudanças de designação dos ministérios, aa quais cobrem de ridículo a administração pública. Quando perguntaram a Margaret Tatcher se iria reformular a orgânica do seu governo, a primeira-ministra terá respondido que não, dados os desperdícios em papel timbrado que isso geraria.

Comments:
Boa ideia a da Dama de Ferro.
Eu imagino o desperdício de consumíveis que há, sempre que se muda um nome de um ministério (por vezes só uma letra). Isto demonstra a falta de contenção, sempre que se trata do $$$ dos contribuintes.
Creio que o número de ministérios deveria ser constitucionalmente fixo, para evitar mais este desperdício. Não achas?
É um pular de despesas que como a pulga depois nos fazem comichão, mas no bolso.
 
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