sábado, fevereiro 26

 

O Ministério das Finanças anda perigoso


O Pula Pula deu conta de que fora publicada, na quinta-feira passada, uma nova
orgânica do Ministério das Finanças, cuja aprovação se verificou já depois de Sampaio ter convocado eleições. A nova orgânica reflecte uma cedência aos lóbis do Terreiro do Paço: não faltou sequer a criação, de uma forma encapotada, de um órgão para gerir o fisco («conselho de administração das Contribuições e Impostos»), estando previsto que os membros desse «conselho de administração» sejam equiparados, para efeitos remuneratórios, a gestores públicos.

Quando se julgava que as cedências de Bagão Félix tinham acabado, eis que o
site da DGCI informa alegremente o país de que está para publicação no Diário da República uma portaria, na qual é fixada uma nova estrutura orgânica da DGCI. Se o leitor já está surpreendido com esta fúria legislativa do Governo que vai sair de cena, talvez queira saber que esta portaria aguarda a luz do dia desde os anos noventa... Os mais curiosos podem consultar aqui a portaria (mesmo antes de ser publicada)... e procurar conhecer os motivos por que os lóbis aproveitaram a fase de transição para atacar.

Comments:
Raios partam o beato Bagão, mais as suas cumplicidades com os lobis. Daqui a uns tempos ainda o vamos ver nas reuniões do compromisso Portugal a rosnar mais Estado, melhor Estado, para os "amigos" e menos Estado melhor Estado para os outros. è que os "amigos" estão a precisar cada vez mais de emprego. Os bons lugares nas empresas privadas estão a escassear. As empresas estrangeiras (espanholas, francesas, inglesas) que adquirem as empresas portuguesas trazem consigo os quadros de topo, relegando para actores secundários os quadros nacionais.
 
Sim, concordo que os bons empregos começam a rarear para os portugueses. Diria que só permanecem nas empresas os quadros que são verdadeiramente bons. Mas os que são escorraçados não se atrapalham. Associam-se à volta dos Compromissos Portugal e outras associações do género para arranjarem empregos. Este tipo de associação/lobis são verdadeiras agências de emprego, a par dos partidos políticos. Se há empenhamento na redução do défice é começar a cortar com esta despesa. Cortar rente este tipo de despesas, perfeitamente improdutiva e desnecessária, deve ser um desígnio nacional
 
Penso que neste país tudo anda perigoso!Não será só o ministério das finanças!!!


http://blocoesquerdaprocaralho.blogspot.com/
 
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