segunda-feira, fevereiro 28

 

Nicolau (I)


Leio normalmente o que Nicolau Santos escreve no Expresso, quer na edição impressa, quer na edição on-line. Que me recorde, não tenho ideia de Nicolau Santos discorrer sobre «interesses instalados que comem à mesa do orçamento», a que hoje faz alusão:

«Ou seja»: o subdirector do Expresso possui informação que não partilha com os seus estimados leitores?

Comments:
Os "interesses instalados" são, em muitos casos, de cidadãos comuns. Por exemplo, os interesses daqueles que esperam receber reformas de centenas de contos mensais. Conheço uma pessoa que recebia (já faleceu) uma reforma de 900 contos por mês, e que a recebeu assim durante duas dezenas de anos a fio. Estes casos existem porque para a reforma contam os 10 anos mais bem pagos durante os últimos 15 anos de trabalho do reformado - e não a sua carreira contributiva na sua totalidade, muito menos as suas necessidades efetivas.

Se o lema do comunismo é "... a cada um segundo as suas necessidades", é difícil aceitar que uma pessoa, só porque nos últimos anos da sua vida ativa foi muito bem paga, possa durante a sua reforma auferir de montantes claramente superiores às suas necessidades.
 
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