segunda-feira, fevereiro 21
A ler
Luís Filipe Torgal, historiador, escreve sobre Lúcia, a vidente de Fátima, no Público:
«A quem cabe a responsabilidade desta inequívoca falsificação da história? Não creio que se possa atribuir a Lúcia cuja vida pública e privada foi controlada e mesmo amordaçada desde 1921 (tinha então 14 anos). Pode e deve antes imputar-se a sectores poderosos da hierarquia da Igreja Católica que oportunamente souberam utilizar a última das videntes de Fátima como precioso peão ao serviço de um ambicioso e permanente movimento de renascimento católico de dimensões nacional e mundial.»
Lúcia, que era dada à escrita, deixou-nos as suas memórias. Luís Filipe Torgal, com uma paciência dos diabos, analisa-as.
