sexta-feira, fevereiro 4

 

Dívidas fiscais dos clubes de futebol


Tocado pelo ruído que o ministro Bagão tem feito em torno das dívidas fiscais dos clubes de futebol, Pacheco Pereira escreveu este post surpreendente: «UMA MEDIDA CORAJOSA é a decisão do Ministro das Finanças de mandar executar as dívidas ao fisco dos clubes de futebol em plena campanha eleitoral, se for mesmo para aplicar. Já não digo que seja uma medida do governo, porque tudo indica que cada ministro está em roda livre

Como é salientado
aqui, a estratégia de Bagão tem sido a do «Agarrem-me senão eu mato-os!» Depois de muito espalhafato, a verdade é que Bagão esperou pelo timing exacto para tomar uma medida cujos efeitos se vão fazer sentir apenas com o novo governo. Com efeito, os clubes só agora vão ser citados para pagar ou opor-se à execução (com a necessária prestação da garantia que a suspenda). Têm 30 dias para o fazer. Qual é o governo, qual é, que vai ficar com a batata quente na mão?

Uma coisa é certa: a estratégia de Bagão é uma confissão de que não acredita que voltará a ser o ministro das Finanças.

Em tempo - O adjunto do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais que negociou o «Totonegócio» foi depois nomeado administrador da sociedade que geriu o Euro-2004. Aparece agora como advogado da Federação Portuguesa de Futebol a questionar a posição do Estado no «Totonegócio». Será a pulga que está ver fantasmas onde não há?

Comments:
Não estás a ver fantasmas oh pulga !
 
Pulga,

Não está a considerar a versatilidade intelectual de algumas pessoas, que lhes permite que defendam algo, com toda a convicção, e o contrário, se for preciso.
A diferença, em qualquer um dos casos, não está na força da convicção, mas, sim, na motivação.
Qual será ela?...

DespenteadaMental
 
Não comento!
TIREM-ME D'AQUÍ ! ! !
 
Caro pulga:

Dizes:

"cujos efeitos se vão fazer sentir apenas com o novo governo. Com efeito, os clubes só agora vão ser citados para pagar ou opor-se à execução (com a necessária prestação da garantia que a suspenda). Têm 30 dias para o fazer. Qual é o governo, qual é, que vai ficar com a batata quente na mão?"

Mas é alguma batata quente cumprir a legislação?

É alguma batata quente cumprir uma legislação que é profundamente justa no combate às mafias do futebol?

O teu raciocínio é o raciocínio dos que acham que os interesses dos poderosos e das mafias não devem ser tocados porque isso é perigoso ou pelo menos politicamente desaconselhável.

É esse o raciocínio que está por detrás deste post. E ele não me agrada nada devo confessar.
 
Parece-me que o essencial do post não é a questão da batata quente. O essencial é demonstrar que não foi uma medida corajosa. Seria uma medida corajosa se logo que se venceu a dívida dos clubes Bagão avançasse com a citação. Teve tempo para o fazer. E não o fez. Será isto uma medida corajosa? Parece-me que não.

Tirar a ilação que timshel tirou, ou seja, “O teu raciocínio é o raciocínio dos que acham que os interesses dos poderosos e das mafias não devem ser tocados porque isso é perigoso ou pelo menos politicamente desaconselhável”, acho completamente fora do contexto do post da pulga. Bem pelo contrário.
 
Caro anonymous

Achas realmente que o importante é saber o que se pode ou não fazer em cada etapa do procedimento?

Os custos políticos medem-se pelas posições políticas que se tomam. Os interesses do futebol acima de tudo não queriam era tornar a ouvir falar nisto. Não queriam era ver o início de um processo que não sabem onde e quando podem travar.

Não te preocupes com o Bagão. Ele está a ser varrido da história da direita pela própria direita. Agora as preocupações são outras. Vai ou não continuar (ou ser levada a cabo se preferires) uma política de limpeza e de moralidade fiscal em áreas obscuras de interesses relacionados com futebol, construção civil, banca, etc.?
 
o timshel não tem culpa, coitado. é uma questão de (i)literacia.

bem apanhado, ó pulga.
continua a saltar!
 
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