terça-feira, janeiro 4

 

O estranho caso das listas do Dr. Portas


O
Bloguítica, na sequência de um post do Nortadas, faz uma intrincada análise do silêncio do PP a propósito do aparente atraso na divulgação das listas de deputados (ou dos cabeças de lista). Diz Paulo Gorjão:

Creio que o PP tem, efectivamente, dificuldade em encontrar gente qualificada para preencher as listas de candidatos. Porquê? Porque o Dr. Portas teme a concorrência interna e, em resultado disso, afugenta tudo o que mexe. Acresce que aqueles que lhe poderiam fazer frente não estão para aturar as birras e as poses do Dr. Portas. É por isso que as listas do PP, mesmo que besuntadas com o perfume inebriante do poder, serão provavelmente constituídas pelos desvalidos do costume e por uns tantos reformados que preferem passear-se pelos Passos Perdidos (Bagão, Narana…) a ter de se contentar a jogar à sueca nos jardins da Gulbenkian. Esperemos mais uns dias para ver.

Mas talvez nem sejam estas as razões para explicar a previsível penúria das listas de candidatos do PP. Acredito que gente qualificada não está para se meter numa aventura sem saber exactamente para onde a querem levar. E a verdade é que o clube de fãs do Dr. Portas – qual Sgt. Portas' Lonely Hearts Club Band – não sabe exactamente para onde quer ir: ainda está na fase de engordar o porco para depois ir à feira vendê-lo.
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Acontece que não há indícios de os feirantes estarem suficientemente interessados em investir num porco que não lhes assegure uma não dependência de terceiros. A «defesa» dos ex-combatentes e os recentes arrufos com a banca evidenciam que o PP continua mais próximo de um partido de descamisados do que de um partido «responsável» de poder. O Dr. Portas, sozinho, não faz a Primavera da Direita; fará, quando muito, umas listas de Telmos.

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