quarta-feira, janeiro 26

 

Congelamento dos vencimentos da Função Pública? «É uma pergunta que eu não quero responder


Correia de Campos, apresentando-se como o «coordenador das Novas Fronteiras para a área da Administração Pública», deu ontem uma extensa entrevista ao Jornal de Negócios (
1, 2 e 3).

Além da questão colocada em título, Correia de Campos disse:

    1.º Que as benesses de que dispõe a Função Pública (segurança no emprego e condições de aposentação), contrapartidas para os vencimentos menos competitivos praticados no sector, vão acabar;
    2.º Que, apesar de várias discordâncias com a prática política do governo PPD/PSD-PP, algumas das medidas previstas serão continuadas.
Dão-se alvíssaras a quem encontrar a marca socialista nas palavras de Correia de Campos.

Comments:
O socialismo, tal como tudo, é obrigado a adaptar-se à realidade dos tempos modernos, os quais se caraterizam por mudanças aceleradas (nos padrões tecnológicos, de consumo, etc).

Nestes tempos, pretender que um qualquer posto de trabalho tem "segurança" (isto é, que é eterno), e que goza de regalias tais como a promoção automática em função da antiguidade, é impossível.

O socialismo clássico é uma teoria do século 19 e da primeira metade do século 20. Sob a forma de social-democracia, pôde ainda sustentar-se até 1980, em sociedades europeias que, em grande parte, viviam à custa da exploração do Terceiro Mundo.

Hoje, tudo isso é em parte inviável.

Cabe-nos reinventar o socialismo. Que já não poderá ser o socialismo clássico, nem a social-democracia.

Porque vivemos em tempos de acelerada mudança, e de globalização - isto é, de concorrência crescente das economias do Terceiro Mundo às do Primeiro Mundo.
 
e' tudo a mesma treta o Ps e o Psd .
 
Caso seja possível, agradecia que a pessoa que fez o 1º comentário me explicasse o que é para ela o socialismo. Ficar-lhe-ia muito grata poque eu devo andar noutro mundo...
 
O Correia de Campos era comuna e só é socialista por acaso. Ele estava bem era no PSD.
 
Bom post ... é tudo "quase a mesma treta"
 
Respondendo à Cecília, o socialismo é para mim o assumir que vivemos em sociedade e que, dentro dessa sociedade, os mais abastados devem apoiar os menso favorecidos. Grosso modo.

O socialismo não deve ser identificado com tendências estatizantes e centralistas. O socialismo deve preocupar-se essencialmente com os mais desfavorecidos - não com a classe média. O socialismo também não pode confundir-se com a concessão a certos cidadãos de privilégios, como sejam um emprego eterno, ou uma renda de casa congelada, que escapam à generalidade dos outros cidadãos.
 
Estamos a passar um cheque em branco ao PS a pretexto de que o Santana Lopes é um anormal.
 
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