quinta-feira, dezembro 9

 

O silêncio ensurdecedor de Eanes


Na sequência dos trabalhos da VIII Comissão Parlamentar de Inquérito a Camarate, Eanes volta a ser notícia por situações que ocorreram enquanto desempenhou as funções de chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, cargo que então acumulava com o de Presidente da República. O seu nome aparece, por um lado, associado à venda secreta de armas para o Irão e, por outro lado, relacionado com a falta de documentação comprovativa das despesas do Fundo do Ultramar, «saco azul» gerido pelo próprio Eanes.

Quando Ramalho Eanes se mostra tão diligente a elogiar criaturas controversas como Josemaria Escrivá de Balaguer («a democracia de Escrivã, mais actual que nunca», em artigo no Expresso de 5.1.2002) ou Pinto da Costa («Este livro fala de uma experiência, de um caminho e de um ensinamento. Conseguir chegar a este nível de excelência deve ser para nós um orgulho e um apelo para que aconteça em todas as organizações da sociedade.», in A Bola), começa a ser ensurdecedor o silêncio sobre as acusações que pendem sobre si relativamente à venda ilícita de armas para o Irão e ao destino de despesas não documentadas do Fundo do Ultramar, matéria que foi enfatizada pela Inspecção-Geral de Finanças.

Comments:
Pois é. Há silêncios comprometedores...
 
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