quinta-feira, dezembro 16

 

L’ État c’ést moi


António Mexia move-se no Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações como se ainda estivesse na GALP. Lembrou-se, há dias, de fazer um encontro de técnicos dos transportes. Contrata uma empresa de marketing para preparar o evento, a qual, por não conhecer como funciona o mundo real, trata de convocar directamente os técnicos das empresas de transportes, ignorando os responsáveis das próprias empresas. Os técnicos que se dignaram a comparecer (o que, ao menos, prova que entenderam o teor do convite) lá se fizeram à estrada como puderam, em direcção ao Estádio Municipal de Coimbra. Esperava-os o Secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, Jorge Borrego, que, por o ministro não ter comparecido, teve que distrair os convivas ao longo de um dia inteiro. Até aqui não vem mal ao mundo.

Acontece que, a páginas tantas, Jorge Borrego se abriu à plateia. E contou os propósitos do Ministério até às eleições legislativas: admitir 100 (cem) técnicos para as empresas de transportes. O Público referiu-se a este objectivo estratégico de António Mexia. Mas não deixa de ser surpreendente que a oposição assista, sem o mais leve suspiro, à distribuição de jobs for the boys, quando um dos problemas das empresas de transportes é o excesso de pessoal. E, convenhamos, ver ainda por cima um ministro (mesmo que seja António Mexia) a assumir directamente a decisão de recrutar técnicos para as empresas de transportes não é usual. Nem mesmo no Burundi, suponho.

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