terça-feira, dezembro 28
Breve ensaio sobre o peronismo
Robert Longo (1981-7),
Sem Título («Os Homens nas Cidades»)
Sacando as cartas da Maya do bolso («A acreditar nas cartas da Maya»), Luís Delgado põe-nos em alerta para as oportunidades e as ameaças de 2005, perscrutando a vida dos grandes líderes que de nós cuidam. Ontem, leu a sina a Santana («Sinónimo de êxito e triunfo») e Sócrates («Não terá o caminho facilitado»); hoje, coube a sorte a Portas («Combatente indomável»), Jerónimo («joga em casa, pode ser igual a si próprio e seguir a sua impulsividade») e Louçã («Um escorpião por signo e natureza»). Subsiste um mistério que Delgado não soube decifrar (de que nos dá conta enquanto discorre sobre Louçã): «É o prenúncio de um entendimento com o PS? Deus nos proteja de tal «golpe» de azar. Era o regresso de Perón e Evita. E quem seria quem, afinal?» Não é coisa que não me tivesse passado pela cabeça: quem é que a Madonna me faz lembrar na política portuguesa?
«Que venha 2005!
Assim como assim, e depois de tudo o que se passou em 2004, que venha o novo ano e tudo o que nele vai acontecer. E que venha rápido, para se acabar com as incertezas.
Só os ingénuos é que acreditam que os anos seguintes são sempre melhores, ou piores que os anteriores. Na verdade, são apenas imprevisíveis. Tudo pode acontecer, de bom e mau.
E este 2005 está repleto de incógnitas. Para todos. Para cada um. Uns acreditam. Outros pedem coragem. E os demais mudanças. No final, feitas as contas, vai dar tudo ao mesmo. Mais coisa, menos coisa.»
Luís Delgado
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=2&id_news=152080
Não lhe auguro grande futuro...
Especialmente o pecado da soberba... que me parece um auto-retrato ..
«Soberba dá-se nos abruptos incontinentes, traidores por feitio e natureza, que sempre se venderam por uma sacola de 30 dinheiros. É o pecado dos sem-vergonha, sem pátria e sem coluna. E dos inchados. E são muitos...»
Mas a propósito do peronismo e da actual situação política nacional, talvez haja quem medite nas palavras do caudilho argentino:
“Para el mal administrativo, por lo tanto, nada es mas lógico que llamar a los empresarios que son hombres eminentemente administradores.
El gobierno, ante esta situación, a decidido entregar a manos idóneas la parte administrativa y económica del pais. Por lo tanto, va a ser dirigido por hombres que toda su vida han hecho administración y dirigido empresas.
El país no es sino un negocio amplificado; un gran negocio. Si lo administramos bien, lo llevaremos adelante; y como en todo negocio, si son buenos lo llevaremos adelante, si son malos lo fundimos. Esto no difere de las demás administraciones ni de las demás condiciones de la economia.”
Juan Peron
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