quinta-feira, dezembro 16

 

As «razões de ética política» do Dr. Bagão (2)


O presidente do Sporting, Dias da Cunha, que parece a todo o momento poder cair-nos nos braços, voltou a falar do estado do futebol profissional. E não poupou as palavras. Depois de discorrer sobre o sistema e a operação Apito Dourado (que não representa sequer a ponta do iceberg, segundo disse), centrou-se no que é
essencial:

«
P - O senhor apontou, há algum tempo, Pinto da Costa e Valentim Loureiro como os "rostos do sistema"...
R - Tudo o que fiz, fiz, e não tenho de retirar nada. Mas, cuidado, tenho sempre distinguido os dinheiros sujos do sistema. Os dinheiros sujos, no essencial, não servem para corromper os árbitros. Servem para muita coisa, que põe em causa a lealdade da concorrência entre os clubes. Os dinheiros sujos têm a ver com a realidade das contas dos clubes, com os direitos desportivos dos jogadores, cuja posse não é clarificada, com imensas transacções, em que o que sai num lado não entra no outro, com pagamentos que não são contabilizados pela totalidade... Tem a ver com pagamentos em off-shores, que fogem ao fisco e nos prejudicam a todos, até a nós, como cidadãos. Daí as propostas concretas que o Sporting apresentou, para tornar a contabilização um assunto sério.
»

Como é que o ministro das Finanças, um «doente» benfiquista (que, nos jantares que dá, até recebe os convidados equipado à Benfica, com chuteiras e tudo), continua a fingir que desconhece o que se passa? De resto é surpreendente que o Ministério das Finanças continue sem fiscalizar os clubes de futebol, contribuintes de risco, como toda a gente sabe. O futebol é um Estado dentro do Estado.

Em tempo - Os clubes continuam sem serem notificados para saldar as dívidas fiscais envolvidas no totonegócio [
Pula aqui e Pula ali].

Comments:
essa do bagão equipado à benfica, com chuteiras, na sala de casa, é que me deixou perplexo. Não há fotograma?
abraço
PAS
 
É verdade! Tratou-se de um jantar conspirativo numa das crises do Benfica... Pode não haver uma fotografia para a posteridade, mas em compensação pode ver-se o Bagão no filme do João Botelho (julgo que o «Tráfico»). Também não está nada mal...

Um abraço
 
No pasa nada...!
 
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