quinta-feira, dezembro 16

 

As «razões de ética política» do Dr. Bagão (1)


O processo estava em marcha: na sexta-feira passada, é publicada no Diário da República a relação dos institutos públicos aos quais iriam ser subtraídos os imóveis em que estão instalados. O ministro das Finanças, depois de ontem o
Público ter noticiado a operação de venda dos imóveis, descobre que há «razões de ética política» que desaconselham a operação. Mas a «ética política» (e, sobretudo, o défice do Orçamento, que o Dr. Bagão e a Dr.ª Manuela não conseguiram sustar) não o vai impedir de fazer outro tipo de operação financeira: o lease-back, segundo se depreende do arrevesado comunicado do ministro. Num certo sentido, foram os presidentes dos institutos públicos (com autonomia administrativa, financeira e patrimonial) que inviabilizaram o negócio, ao se recusarem a assinar os contratos. E agora, que vão fazer os presidentes dos institutos? E o Eurostat, aceita esta operação para efeitos de diminuição do défice?

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