segunda-feira, novembro 15

 

«Santana é bom»


Nicolau Santos no Expresso On-line:

«A verdade toda é que, havendo alguma consolidação orçamental, ela se reduz em relação aos dois anos anteriores e é inferior ao meio ponto de redução do défice estrutural que foi acordado com Bruxelas. É um dos critérios que não será cumprido em 2005, como o comissário europeu, Joaquin Almunia, já deu nota.

A verdade toda é que a despesa baixa, mas à custa da insuficiência de dotações para certas áreas (a educação e a saúde são os casos mais flagrantes) e da desorçamentação escandalosa na saúde (600 milhões de euros) e do Instituto de Estradas de Portugal (400 milhões de euros). O mais certo é que haverá um orçamento rectificativo na segunda metade de 2005.

A verdade toda é que a dívida pública cresce de 60 para 62%, deixando Portugal de cumprir outro dos critérios que Bruxelas quer impor para avaliação orçamental no próximo ano.

A verdade toda é que este Orçamento estimula o consumo (descida do IRS) em detrimento do investimento (fim da descida do IRC) e da poupança (fim dos PPR, CPH, PPA).

A verdade toda, para infelicidade de Pedro Santana Lopes, é que o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, considerou este Orçamento insuficiente em matéria de consolidação orçamental.

A verdade toda é que duas agências internacionais anunciaram que descerão o «rating» da República em 2005, se não houver correcções na política económica e no Orçamento do Estado para 2005.»

Comments:
E mesmo assim «Os portugueses pagam entre 30% a 100% mais do que os cidadãos europeus por serviços básicos como telecomunicações, electricidade, transportes, correios e financeiros. Abel Mateus citou como paradigma dos elevados preços que os consumidores nacionais pagam com a situação do acesso à Internet, em que Portugal tem a mais baixa taxa de penetração e o preço mais elevado com menor qualidade em termos de banda larga de acesso.» in DN de sábado 13/11.
 
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