sábado, outubro 9

 

Um governo


Vasco Pulido Valente no DN de hoje (link não disponível):

"(...) Tudo isto cheira a ajuste de contas, na tradição de um mundo que me abstenho de qualificar. E aqui se põe uma pergunta inevitável: que espécie de gente não hesita em usar o Estado para esta desgraçada operação? Só há uma resposta: uma facção adventícia e aventureira, a quem o poder caiu do céu e que não esquece, não consegue esquecer, a sua ilegitimidade original. Apoiado por milhões de votos talvez nem Santana se portasse assim. Mas, como não tem os votos, vê um inimigo mortal a cada canto e um perigo a cada esquina; e oscila desordenadamente entre a arrogância e o lamento. As declarações de quinta-feira, à saída de Belém, são de melodrama típico. Primeiro, o lamento: os «críticos» dizem o que dizem, porque, pobre dele, não queriam a sua «indigitação». A seguir, a arrogância, quase de mão na anca: o Presidente da República que se atreva, que o despeça, que «dissolva», e se não que se aguente. Esta não é a voz de uma autoridade constitucional, segura do seu estatuto e do seu direito, é a voz de uma força precária, de uma força de acaso que duvida de si. Não se deve esperar dela lógica ou moderação. Metida num beco sem saída, só pensa verdadeiramente em vender cara a pele. O resto não lhe interessa."

Comments:
Diz Pulido Valente que "Apoiado por milhões de votos talvez nem Santana se portasse assim."
Bondade a dele... não acredito!
Este homem é assim e não muda.
 
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