quarta-feira, outubro 20

 

Isto anda tudo ligado…


Manuel das Dores* era o representante do Ministério Público no processo da Universidade Moderna, tendo concluído que Paulo Portas, enquanto gerente, havia delapidado o património da justamente célebre Amostra. Entendeu no entanto que o Ministério Público não podia intervir porque os sócios da «sociedade» não tinham apresentado queixa. Ou seja: o procurador qualificou a situação como passível de ser um crime semipúblico, quando havia a convicção generalizada de que se estava perante um crime público. Os sócios da Amostra eram José Bourbon Ribeiro (chefe de gabinete do Ministro de Estado Paulo Portas e colaborador regular de blogs) e Nuno Gonçalves (então assessor do futuro ministro da Defesa, depois de ter desempenhado idênticas funções com Manuel Monteiro). Quando foi chamado a depor em tribunal, Nuno Gonçalves confessou desconhecer o que se passava na Amostra, tanto que se dedicava à criação de… frangos. O Dr. Portas nomeou-o agora seu adjunto. Embora o Diário da República não especifique as suas funções, vale a pena seguir a carreira deste reforço acidental.

_________
* Actual quadro dos CTT, diz-se que pela mão de um administrador designado pelo PP.

Comments: Enviar um comentário

<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?