segunda-feira, outubro 11

 

A idiossincrasia da malta da discoteca


Os múltiplos desencontros no seio do Governo, com sucessivos comunicados a «corrigir» declarações anteriores, têm gerado uma inexplicável perplexidade. Que só pode resultar de um desconhecimento da forma como actua a malta da discoteca. Por ali não há propriamente hierarquias. Cada um mostra o que sabe. E, se desafiado, reage como pode - ou com o que tem mais à mão.

Gomes da Silva não teve nervos para aguentar a comparação com Marques Mendes. Com essa estocada, Marcelo obrigou-o a sair da toca. É claro que Santana poderia ter matado de uma penada o «caso Marcelo», removendo o ministro – como o fez com o seu chefe de gabinete, mal os negócios da Figueira apareceram vagamente nos jornais. Mas Gomes da Silva é o homem de mão para as manobras – e não esteve pelos ajustes.

A malta da discoteca vai vender cara a pele, como disse Vasco Pulido Valente. Na primeira vez que Santana, à porta de Belém, convoca Sampaio para uma luta de rua, o presidente escapuliu-se para Marrocos – onde debitou teoria geral sobre a situação dos media… na Europa.

A malta da discoteca é mesmo assim… porque o presidente é assim.

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