sábado, setembro 25

 

Sócrates


Vasco Pulido Valente no DN de hoje (link não disponível):

«(...) Sócrates pouco se arriscou: o essencial estava, primeiro, em não estragar a sua "imagem" e, a seguir, em não se comprometer com nada. Não se comprometeu com o aborto, com o Iraque, com a justiça ou até com alianças. Chega quimicamente puro e com o "centrão" aberto. É o "guterrismo" ressuscitado e diluído. Pior, porque nascido noutros tempos, existia ainda em Guterres, por hábito e herança, um vestígio de inquietação intelectual. Sócrates não passa de um mecânico hábil, armado com postiço optimismo da época e uma notável indiferença por qualquer questão de substância. É o símbolo de uma vitória: a vitória da cultura política da Direita. Esta eleição do PS será provavelmente a última em que a Esquerda se atreveu a mostrar a cara.»


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